Por Inabi e Juba –

Produção de Inabi (Ingrid Laisa Lima da Silva) para o projeto “Sobrevivendo pulsando em arte” em parceria com Juliana Silva de Santana (Juba).

Em um contexto de pandemia e isolamento social, a arte – ferramenta que auxilia cotidianamente na vivência de tantas pessoas – tem sido um instrumento potente para lidar com essa realidade. É a “terapia” das tintas, da fotografia, do desenho e outras linguagens nas quais a arte se manifesta que tem, por vezes, garantido a sanidade ou mesmo o bem viver em um momento perturbador como o atual.

Nesse sentido, as artistas e estudantes do curso de artes visuais do IFPE, Inabi e Juba, planejam produzir materiais audiovisuais, utilizando o celular como ferramenta para materializar vídeos que reúnam relatos sobre suas experiências.

O cerne deste projeto é mostrar que é possível contar uma história com poucos recursos – ainda que não haja intenção de romantizar as inúmeras dificuldades vividas principalmente por quem tem menor poder aquisitivo, mas sim de instigar a criação a partir do que é possível.

Para tal foi planejado o uso do aparelho celular, porque além de ser o mais imediato instrumento capaz de reunir câmera, gravador de voz, acesso à internet e afins, é também o aparelho mais acessível para estes fins, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, que apresentou o aparelho móvel celular como uma tecnologia de uso crescente nos domicílios devido a sua praticidade, capacidade de agregar funções e custo baixo em comparação com outros aparelhos.

Além disso, foi planejado utilizar aplicativos de edição de vídeo como o Inshot e o próprio Instagram, que é uma rede social com grande adesão no Brasil, sendo o terceiro país com maior quantidade de usuários no mundo e que faz uso da imagem e do vídeo como linguagem.

O caos 2020, de tema “Criatividade em Rede” fala sobre isso, criar em tempos tão desiguais se tornou uma necessidade. Esse projeto tem como objetivo democratizar o conhecimento e manipulação de tecnologias de fácil acesso e potencializar a criatividade de tantos artistas que utilizam apenas o celular como ferramenta de divulgação do seu trabalho.

Dessa forma, o projeto consiste na produção de dois vídeos: o primeiro responde a pergunta “O que você fez durante a quarentena?” e por meio de um mundo imagético criado pela própria artista, ela conta um pouco sobre as dificuldades e possibilidades que constrói de acordo com o seu cotidiano. O segundo video aborda a temática “sobre sentir saudade”, une poesia, lambe, comunidade e saudade do que vivia-se antes da pandemia.

Por fim, a partir da construção desses materiais, há o interesse em fazer dessa uma ação continuada, que pode suceder na produção de outros vídeos e propostas de intervenção. Visando fazer desse um projeto duradouro e que possibilite a constante transformação e acompanhamento dos processos artísticos de quem o faz.

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